O Governo de Angola e o Conselho Mundial de Diamantes de Antuérpia (AWDC) discutiram esta segunda-feira, durante uma visita de alto nível à Bélgica, a ampliação da presença de Angola na cadeia de valor da indústria de diamantes.
Segundo a AWDC, a “ambição é clara”: “comercializar mais diamantes em bruto angolanos através da Antuérpia, no interesse de ambos os lados”. Em 2024, 21% da produção de diamantes em bruto de Angola foi exportada diretamente para a cidade belga.
Em causa está uma visita de dois dias de uma delegação angolana à capital dos diamantes, organizada pela AWDC, composta pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, o presidente da Endiama, José Ganga Júnior, e o presidente da SODIAM, Eugénio Bravo da Rosa, presidente da Sodiam.
De acordo com o Ministério, os representantes das empresas André Messika Diamond, Laurelton & Co, Samir Gems e Taché mostraram interesse em conhecer melhor as potencialidades do setor dos diamantes angolano.
A delegação angolana apresentou, durante uma mesa-redonda na Bolsa de Diamantes de Antuérpia, o Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS), inaugurado pelo Presidente da República de Angola em agosto de 2021, num encontro no qual intervieram também representes da multinacional De Beers e do Conselho dos Diamantes Naturais, que acolheu há poucos dias a Endiama e a Sodiam como membros.
Numa publicação na sua página oficial, a AWDC, que representa mais de 160 empresas da indústria, diz que a visita de Angola, que termina esta terça-feira, dia 27, “é muito mais do que um momento diplomático”. “Estamos a reunir oferta e procura concretas.
Organizámos sessões individuais específicas entre a Endiama e a Sodiam, por um lado, e os intervenientes relevantes do setor dos diamantes de Antuérpia, por outro, desde comerciantes e lapidadores de diamantes em bruto a empresas de leilões, ligando-os às principais marcas de joalharia de luxo”.


