A S&P Global Ratings anunciou esta sexta-feira que manteve a classificação da dívida soberana de Angola no nível ‘B-‘ com “perspectiva estável”.
De acordo com a agência de notação financeira, o outlook estável “contrabalança a vulnerabilidade do país às condições do mercado, bem como a sua posição fiscal mais fraca e as grandes necessidades de financiamento, com as reservas de moeda estrangeira disponíveis e a expectativa de que as receitas do petróleo devam continuar a ser amplamente favoráveis ao longo do período de previsão”.
A acompanhar a primeira avaliação deste ano, – a última foi em agosto de 2025 -, a S&P indica que um cenário de subida de classificação seria possível “se o crescimento económico de Angola fosse mais substancial e sustentado”, em resultado de “aumentos estruturais na produção de petróleo e gás ou se os investimentos na capacidade de produção agrícola, industrial ou manufatureira doméstica elevassem a tendência de crescimento per capita” do país.
“Prevemos que os défices orçamentais de Angola diminuam para 3% do PIB, em média, em 2026 e 2027, com um orçamento fiscal consideravelmente mais expansionista para 2025 do que nos últimos anos, o que suscita preocupações quanto a um desvio orçamental.
No entanto, o orçamento para 2026 indica que o Ministério das Finanças está a tentar controlar a sua postura fiscal, embora esta continue relativamente flexível em comparação com o passado recente e exista a possibilidade de desvios antes das eleições gerais de 2027”, analisa a agência norte-americana no mesmo boletim consultado pelo JE.


