O Presidente da Comissão Executiva do Banco Angolano de Investimentos S.A, revelou em entrevista à Prisma Económico que a transformação digital assume um papel central na visão estratégica do banco e é considerada essencial para o posicionamento actual da instituição que dirige.
Segundo Luís Lélis, a transformação constitui o alicerce do desenvolvimento de uma arquitectura tecnológica e de sistemas capaz de sustentar os objectivos de longo prazo do banco, incluindo a ambição de se tornar um verdadeiro “banco no bolso” e de servir as próximas três gerações, numa visão projectada para os próximos trinta anos.
De acordo o PCE do BAI, o avanço tecnológico mais significativo e complexo dos últimos anos corresponde ao programa de migração e renovação da arquitectura de sistemas, actualmente em fase de implementação gradual, ajustada à maturidade e capacidade já alcançadas.
Entre os principais marcos deste processo destacam-se: a Migração da camada de integração (middleware), Migração do core banking, Implementação da plataforma de ERP e a Revisão dos canais (numa fase posterior).
Paralelamente, a cibersegurança e a segurança da informação foram assumidas como pilares essenciais da nova arquitectura tecnológica.
De acordo com o responsável do Banco, a digitalização dos serviços, assente na visão de “banco no bolso“, tem contribuído de forma decisiva para promover a inclusão financeira, sobretudo entre os jovens.
O BAI procura oferecer uma experiência bancária rápida e simples, com respostas em poucos segundos e baixo nível de fricção nas operações.
Esta estratégia reduz a necessidade de investimento em infraestruturas físicas, favorecendo os canais digitais e as soluções automatizadas. Permite ainda o desenvolvimento de produtos dirigidos a menores, como cartões pré-pagos, e garante o ciclo de vida completo do cliente a partir dos 14 anos.
O banco ambiciona alcançar, até 2030, pelo menos metade da população bancável de Angola, o que representa cerca de cinco milhões de clientes.
JUVENTUDE, LITERACIA E INOVAÇÃO
Luís Lélis reforça que o compromisso do BAI com a juventude e com a promoção da literacia digital e financeira tem sido reforçado através de diversas iniciativas.
No âmbito do seu Programa de Responsabilidade Social, o banco activou 120 pontos de acesso Wi-Fi gratuitos e de qualidade em todas as províncias do país, criando condições para que milhões de angolanos tenham acesso à informação, à educação e a novas oportunidades.
Paralelamente, apoia startups nacionais, incluindo o financiamento da sua participação em fóruns tecnológicos, incentivando a inovação e o empreendedorismo jovem.
Estas acções visam desbloquear o potencial das comunidades, promovendo a inclusão digital como motor de transformação económica e social.
O BAI acredita que a construção de uma carreira sólida assenta na formação académica, ética e profissional, e incentiva os jovens a acompanhar fenómenos como a Inteligência Artificial, a cultivar hábitos de leitura e a desenvolver competências que os tornem referências nas suas áreas.


