O grupo Hoti Hotéis prepara-se para abrir um hotel de cinco estrelas em Angola e mantém a expetativa de entrar em Espanha.
Durante o encontro com jornalistas para apresentar o desempenho do grupo em 2025 e as estimativas para o corrente ano, o administrador para Expansão do grupo Hoti Hotéis, Ricardo Gonçalves, questionado sobre a ambição de internacionalização se mantinha apenas por Moçambique e Angola, explicou que nestes dois países “o grupo já está com um pé em termos de investimento. Mas continuamos com os olhos em Espanha porque foi definido pelo accionista que seria um mercado de expansão natural”.
Ricardo Gonçalves admitiu ainda que face a este cenário, “acompanhamos algumas operações, analisamos, mas, neste momento, não existe nada”. No passado o grupo português avaliou um projecto em Vigo que não se concretizou.
No entanto o administrador da Hoti Hotéis admitiu que “estamos a olhar para a Galiza num contexto mais abrangente e sem a restrição de cidade A, B ou C”.
Ricardo Gonçalves destacou ainda que em Moçambique, onde detêm o Meliá Maputo Sky, “estamos muito optimistas, por isso, vamos ter de fazer investimento em capex no médio prazo.
A economia no ano passado teve vários desafios. Mas estamos bastante optimistas e, por isso, queremos nesta estratégia ter um eixo em Maputo, outro eixo em Luanda e com a máquina que já temos instalada nas diferentes regiões portuguesas”.
Meliá Luanda
O hotel ficará instalado no Complexo Waterfalls, que está a ser construído junto à zona da Fortaleza de São Miguel de Luanda.
Embora esteja ainda por definir, o futuro hotel deverá chamar-se Meliá Luanda e estará em funcionamento em 2027 ou 2028.
O CEO da Hoti Hotéis indicou recentemente que o grupo será responsável por “uma parcela minoritária do investimento”, sem revelar o valor total.
Miguel Proença estima que a unidade hoteleira terá “uma grande presença” do segmento de MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions) e dos mercados português e espanhol, devido ao reconhecimento da marca Meliá na Península Ibérica.
“É relevante para a Meliá termos firmado uma posição, primeiro em Moçambique, e agora em Angola”, porque a Meliá está a expandir a sua presença em África, destacou Miguel Proença.
Além do hotel Meliá, o Complexo Waterfalls tem mais quatro edifícios. Um deles será residencial e outro empresarial. O CEO da Hoti Hotéis espera que a notícia a entrada de uma marca internacional como a Meliá no complexo impulsione outros projectos.
Angola será o terceiro país onde o grupo português Hoti Hotéis tem unidades hoteleiras, depois de Moçambique, onde tem o Meliá Maputo Sky, e Portugal, onde tem 18 hotéis, sete deles com a marca Meliá.


