O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta que a economia global atingirá 124 biliões de dólares em 2026, reflectindo um crescimento modesto face ao aumento do proteccionismo e à fragmentação geopolítica.
No seu World Economic Outlook (WEO) de Outubro de 2025, o FMI destacou o abrandamento do crescimento nas principais economias e observou riscos como a reavaliação das acções tecnológicas e o enfraquecimento da independência institucional, que podem afectar a formulação de políticas.

Como resultado, o crescimento global deverá desacelerar de 3,3% em 2024 para 3,2% em 2025 e, posteriormente, para 3,1% em 2026.
Prevê-se que as economias avançadas tenham uma expansão modesta, com um crescimento médio de cerca de 1,5%, enquanto os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento deverão registar um ritmo ligeiramente mais forte, ligeiramente acima dos 4%. O FMI atribui esta divergência às diferenças em termos de espaço fiscal, capacidade de investimento e dinâmica demográfica.
África está a atrair cada vez mais a atenção global, não só pelos seus vastos recursos naturais, mas também pelo seu papel crescente no realinhamento do comércio global.
O PIB do continente deverá atingir aproximadamente 3,32 biliões de dólares em 2026, reflectindo tanto os fluxos constantes de investimento estrangeiro como a recuperação económica gradual pós-pandemia.
A actividade de investimento em toda a África tem sido robusta. No primeiro semestre de 2025, a China assinou contratos de construção no valor de 30,5 mil milhões de dólares com nações africanas, incluindo grandes projectos de infra-estrutura, como ferrovias na Nigéria e portos no Egipto.
Este valor representa quase cinco vezes o montante registado durante o mesmo período em 2024, de acordo com uma investigação da Universidade Griffith e do Green Finance & Development Center.
Esperam-se entradas adicionais de capital da Europa, Médio Oriente e Ásia, à medida que as alianças comerciais em mudança remodelam as redes de abastecimento globais.
Riscos e desafios estruturais
Apesar da trajectória de crescimento promissora do continente, África enfrenta desafios estruturais significativos. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estima que o continente tem um défice anual de financiamento de infra-estruturas de 108 mil milhões de dólares, sublinhando a necessidade de investimento sustentado em transportes, energia e conectividade digital.
Outros obstáculos persistentes incluem a incerteza política, a escassez de competências, o elevado desemprego juvenil e o aumento do peso da dívida.
Estas são as dez maiores economias africanas em 2026 de acordo com as previsões do FMI:


